quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O MAPA-MUNDI DA CORRUPÇÃO

Empresas mais propensas a dar propina

É mais fácil acabar com o câncer do que com a corrupção, uma vez que não existe cura para a ganância dos homens. Mas isso não quer dizer que a humanidade deva designar-se diante do imortal exército de corruptos de toda a espécie esparramados pelo mundo.
Uma maneira eficaz de mitigar ao menos a corrupção é estuda-la, medi-la, compara-la e finalmente publica-la. É o que faz a Transparência Internacional ou TI, uma ONG com sede em Berlim. Fundada em 1993 pelo alemão Peter Eigen, um ex diretor do Banco Mundial, a TI tem braços em 70 países.
Em sua  mais recente operação, a TI investigou o grau de corrupção em 28 países. O foco foi o universo corporativo : quanto as empresas aceitam pagar em propina para fazer negócios no exterior. Tabulados  os resultados, foi montada uma lista que permite às pessoas ter uma idéia mais precisa da cultura empresarial ao redor do mundo, sugerindo ainda quanto cada país oferece ou não vida fácil aos espertalhões que florecem nas sombras mal cheirosas das propinas.
No topo as empresas russas em seguida as empresas chinesas, devido a liberalização da economia nas últimas, da qual resultou numa exótica mistura de comunismo e capitalismo, a China tem visto crescer substancialmente o número de milionários e bilionários e muitas vezes o dinheiro vem de expedientes heterodoxos. O que se passa ali hoje está espelhado numa revista que publica a cada ano a lista das pessoas mais ricas da China, alguns dos milionários de edicões antigas saíram, com rapidez da lista para a cadeia.
O Brasil não está tão mal no levantamento da TI, mas também é um exagero dizer que está bem. É aquele tipo de situação em que não cabe comemoração nem choro. O Brasil ficou com 14ª colocação, uma a frente da tumultuada Itália.
"A faxina que a presidente Dilma Rousseff vem fazendo permite dois olhares, um otimista e outro nem tanto : o otimista sugere que o Brasil tende a avançar em transparência e o outro faz com que nos perguntemos como Dilma pôde se cercar de tantos espertalhões.

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